Há um grupo de pessoas que promovem a violência. São os agentes da violência. Bebem e saem dirigindo, assaltam bancos, pessoas, empresas. Vendem drogas, usam drogas, produzem e vendem filmes e jogos de conteúdo violento, promovem as festas onde drogas e bebidas são consumidas e a violência é exaltada, transmitem programas sensacionalistas com as cenas de violência etc. Estão empenhados em manter a violência.
Existe outro grupo que acha isso horrível, que condena a violência publicamente. Mas é só isso. Este grupo detém o poder para mudar esta realidade, mas não faz nada. Pois a situação acaba sendo favorável aos seus interesses. Eles não querem mudanças significativas mas sim, que tudo permaneça como está. Então, esse grupo cria barreiras e protege-se da violência. Compra apartamento em Nova York, ou em Mônaco e só vem aqui de vez em quando, usufruir da sua condição privilegiada.
No entanto, existe um terceiro grupo, somos nós, os que trabalhamos, estudamos, criamos nossos filhos e temos que conviver com esta violência. E ela nos atinge em cheio. Mata nossos filhos, leva nossos pertences, rouba nosso dinheiro, nos agride, nos chama de vagabundos, nos deixa desesperados. Nós estamos imobilizados pelo medo. Nós não somos violentos, não temos a capacidade de matar a sangue frio como ele fazem, não sabemos o que fazer.
Mas nós somos a maioria. Nos somos muitos, infinitamente mais que os violentos e que os protegidos. Iniciemos então, um movimento político. Só vamos conseguir resolver estas questões se tivermos a coragem de trazer as decisões que afetam o nosso futuro para nossas mãos. Vamos resgatar a nossa política, vamos trazer o poder para nossas mãos. Vamos nos apresentar para exercer cargos públicos e discutir a ação política em todos os seus níveis dentro da nossa sociedade. Só assim, poderemos sonhar com dias melhores. Se deixarmos as coisas nas mãos que aí estão, infelizmente, já sabemos qual será o resultado. Pois eles já provaram que não estão preocupados com o nosso bem estar. Ou fazemos isso, ou abandonamos tudo. Então, quem construirá o pais onde nossos netos e bisnetos viverão?
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