O amor é um viajante que distribui balas com sabor de mel.
Por isso as crianças sorriem mais que os adultos.
Nos cantos por onde passa, ele sempre quer ficar.
São os homens que não deixam.
O amor bate insistentemente na porta
Mas a resposta é sempre tardia.
Ele pula o muro e corta os pés nos cacos de vidro que puseram para impedir sua entrada.
A cerca eletrificada joga o amor lá embaixo.
Ele cai desacordado
Vem um cão desfigurado
Correndo desesperado...
Para e fareja o amor.
O amor está quietinho, nem respira.
O cão lambe sua cara
Urina nas suas pernas
Baba na sua cabeça...
O amor desperta e abre um olho.
Vê dentes, línguas, vê luzes.
Fecha um olho e faz que está dormindo ainda, com medo.
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