Quando o poema chega
ocupa meus espaços.
Não sinto fome nem frio.
Assobio feito passarinho,
Visto roupa de mendigo,
Choro por nada, sorrio, fico fora de mim.
Ponho-me a cuidar de outros projetos.
Faço-me de louco, escuto Ney Matogrosso...
Não adianta, o poema não me abandona.
A saída é o confronto.
Encaro o poema numa luta de 12 rounds.
No final, se o poema nasce,
sinto uma alegria indescritível e morro.
Quando venço, o poema morre.
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