Lá no seu Cazuza eu ouvia a leitura dos cordéis.
O pavão misterioso, O vaqueiro Lucilane, Jerônimo, o grande herói do sertão...
As histórias continuavam comigo, vários dias.
Na escola, eu aprendia sobre a tabela periódica
e sobre as civilizações andinas.
Não sabia o que fazer com aquilo tudo.
Quando lia "Profundamente" me acalmava.
Na tertúlia, não sabia o que falar para a menina.
Tinha um amigo que dava as dicas:
Chama ela de gostosa.
Depois de muita vodca com refrigerante, eu chamava.
Raramente funcionava.
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