segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A LEMBRANÇA QUE MATA

O barulho da rua,
A água pingando,
O música inesperada,
O gosto da pasta...
Tudo denuncia que a vida continua.

Mas o telefonema não veio.
Vieram outros, amáveis, indispensáveis...
Mas o telefonema não veio,
O que veio foi a lembrança.

O Deus te abençoe
O eu te amo
O soluço contido
A lágrima...
Tudo na lembrança,
Na lembrança que mata.


  

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