Eu atravesso períodos de estio.
Não escuto os pássaros
Não percebo as nuvens
Não sei de onde vim.
A minha rima é pobre,
A minha força é pouca,
Minha voz é rouca.
Pouco me importa os gritos,
Pouco me importa os oprimidos,
Pouco me importa os condenados do mundo.
Fujo das filosofias, das teorias e do frio da solidão urbana.
Fico em silêncio esperando a poesia.
E ela chega e vem trazendo o amor
E o amor me salva da vida insuficiente.
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