Meu coração está desordenado.
Amanheceres amarelados, serras azuis, cordilheiras
intermináveis
Misturam-se em meu coração.
Tenho que escrever.
No papel, vou ordenando as coisas.
Coloco os amanheceres sozinhos.
Possuem um brilho tão forte
Que ofuscariam as demais.
As serras azuis ficam lá longe, depois das pedras.
As cordilheiras, imaginárias, mantenho-as comigo.
Tirei de uma aula de D. Almira.
Meu coração recuperou o ritmo.
As coisas foram escritas.
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