domingo, 7 de setembro de 2014

SECA (Para meu amigo Jocélio Freitas)

O chão é seco
O ar é seco
A vida é seca.

O boi é seco
O acude é seco
O paiol é seco.

O homem seco não fala
O açude seco não molha
O boi olha e sonha.

A vida insiste em viver
A morte plana no azul
A sombra da morte é negra.

O boi olha e sonha.
Todos os sonhos do mundo
Boiam nos olhos do boi.  

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