sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A POESIA E AS SERRAS

No longe, a serra era azul.
De perto, eu não sabia.
Da serra, vinha cachaça, tropeiros e histórias.
Histórias de onças maiores que bois.

As manhãs, ah! eu adorava as manhãs...
Os passarinhos pousavam nos meus subjuntivos.
Na escola, eu queria saber da serra
E das histórias das onças gigantes.
D. Almira queria falar da cordilheira dos andes...

Com os tempos verbais vinha o desespero.
Porém, nas manhãs de primavera
Os passarinhos pousavam nos meus subjuntivos.
Poesia ainda era uma forma de falar das coisas
Só depois virou paixão, prazer, respiração.  

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