domingo, 11 de agosto de 2013

UMA ESPERANÇA



Ainda não é o tempo
De total justificação.
Ainda triunfa o medo
O ódio, a indiferença.

O egoísmo é o mal
Que assola a noite dos homens.
Mas há algo acontecendo
Nestes dias diferentes.

Na casca dura do asfalto
Espremida entre dejetos
Ainda suja de nojo...
Uma esperança floresce.

Ainda sem cor, sem brilho
Como um grito sufocado
Como uma dor no estômago
Um esperança floresce.

Um dia já foi revolta
Utopia, sonho impossível.
Hoje é só uma esperança
Mas traz a força da urgência.

Precisa apenas que o sol
Brilhe por algumas horas
A ponto de alimentar
Suas pétalas cristalinas.

Aí então, nascerá
Não apenas no asfalto
Mas nas casas, nos jardins
No galpão e nas florestas.

Na fábrica, na arquibancada
Na conversa, a hora do almoço
No pai, no filho, no avô...
E no peito de todo homem.  
    

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