sábado, 10 de agosto de 2013

MORRER DE AMOR



Quando descobri o amor
Ele era diferente.
O amor tocava no rádio.
Era uma canção comprida
Que mesmo que fosse alegre
Ocultava uma tristeza.

O amor era sempre triste.
Alegria, contentamento...
Essas coisas existiam, 
Mas o amor era outra coisa.
O amor era sempre triste.

E era bom ficar triste.
Tomar cerveja escondido
Não comer, escrever cartas 
Chorar de amor nos caminhos
Ficar em casa trancado...
Estar doente de amor. 

E quando o amor se encontrava
Numa praça, atrás de um muro
Nada parava o amor.
E eram tantos os beijos
E eram abraços tantos 
Quase chegava a doer.
E era bom sentir dor.
Eram as dores do amor.

Às vezes, quando o amor
De forma incompreensível,
Ultrapassava os limites
De onde o amor pode ir
O amor vencia a morte.
Era bom morrer de amor.    


Nenhum comentário:

Postar um comentário