sexta-feira, 19 de julho de 2013

SOBRE FLORES E ESPERANÇA




O que eu posso fazer?
Eu que nada sou?
Eu não nasci pra ser guerreiro, 
Não tenho forças pra fazer revolução.

Os homens morrem indevidamente?
Uma lua cinzenta cobre a tarde,
Cobre os corações, as vontades, os sonhos?
A solidão é a única ou a melhor forma de vida?

Eu também estou sozinho e observo.
Uma mão esmagadora fere os corações
E eu nada posso fazer.
O melhor de mim é o meu vômito
E com ele eu cubro as paredes sujas do meu quarto sujo.

Olho para o mundo e não vejo as torres,
Não vejo as flores, não vejo o amor.
O amor é pouco.
O amor é quase invisível.
Porém, algumas vezes o amor aparece
E o nojo se transforma em esperança.  

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