quarta-feira, 10 de julho de 2013

FALTA DE POESIA





Sabe aqueles dias em que você sorri mas, sua alma soluça?
Os dias parecem semanas, de tão compridos!
A montanha que surge distante, entre os prédios,
O barulho dos carros, a pressa geral que aflige o mundo...
Nada disso lhe distrai, como nos dias comuns.

Você disfarça, faz cara de alegria.
Dar bom dia a todos que encontra.
Espera pacientemente, na fila do banco
É generoso, cede até o seu lugar...
Porém, lá dentro, onde só você vê
Uma falta de não sei o que
Corrói sua existência.
Por um breve instante, chega a pensar em morrer.

Não é falta de nada que se compre
Nem que se ganhe de presente
Nem que se receba por herança
É falta de poesia. 

       

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