Destes dias que eu vivi,
Destes meus estranhos dias,
Sem começo e sem final
Quantos foram eternidade?
E os gestos que desenhei
No chão da minha existência.
Ainda fazem sentido?
Eu poderei concluí-los.?
E a boca, esperando o beijo
E os olhos, esperando o olhar
O riso, esperando o riso...
Valem a dor do esperar?
São tantas mãos estendidas
E as minhas mãos são tão poucas.
São tantas bocas abertas
E a minha fechada, sempre.
São tantos os amores, tantos
E a minha vida tão curta.
São tantas pessoas, tantas...
E eu sempre um só.
E a matemática do tempo
Nunca bem compreendida:
Sobra hora, falta vida
Falta tempo e sobra vida.
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