sexta-feira, 5 de julho de 2013

A MATEMÁTICA DO TEMPO




Destes dias que eu vivi,
Destes meus estranhos dias,
Sem começo e sem final
Quantos foram eternidade?

E os gestos que desenhei
No chão da minha existência.
Ainda fazem sentido?
Eu poderei concluí-los.?

E a boca, esperando o beijo
E os olhos, esperando o olhar
O riso, esperando o riso...
Valem a dor do esperar?

São tantas mãos estendidas
E as minhas mãos são tão poucas.
São tantas bocas abertas
E a minha fechada, sempre.

São tantos os amores, tantos
E a minha vida tão curta.
São tantas pessoas, tantas...
E eu sempre um só.

E a matemática do tempo
Nunca bem compreendida:
Sobra hora, falta vida
Falta tempo e sobra vida. 
 
  

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