quinta-feira, 2 de maio de 2013

ONDE VAMOS PARAR?




          Uma coisa que me causa indignação é a forma como o governo, em todas as suas esferas, trata a questão da violência. É uma falta de atenção absurda. Não estou falando de resolver não. Eu sei que a solução para esse problema não é simples. Eu estou falando é da falta de atenção.
          O que vemos são os governantes preocupados com a segurança dos turistas que virão para cá durante a copa do mundo. Da reforma dos estádios. Da permanência ou não do Marcos Feliciano na comissão dos direitos humanos. Do casamento entre homossexuais, etc. etc. etc. E eu pergunto: E a violência cotidiana? Essa que abastece diariamente os programas policiais de emissoras que também não se preocupam com a violência? Não se vê ninguém falar nada, nem falar eles falam sobre o assunto. Nem prefeitos, nem governadores, nem presidente, nem congresso, nada. Como eles vão resolver um assunto sobre o qual eles nem falam? Aliás, a presidente Dilma, não fala sobre nada. Quando vai falar, só fala besteira. "Setenta por cento do corpo humano é feito de água, por isso temos que cuidar da água" Ora, faça-me um favor presidenta Dilma, Deixe de ser besta e vá trabalhar, faça alguma coisa sobre essa violência generalizada que assola o país. Não permita que eu morra de vergonha por ter votado na senhora não.
          Senhores governantes o primeiro passo para resolver o problema da violência ou qualquer outro problema é identificá-lo, discutir sobre as causas, definir estratégias de combate, implementar essas estratégias. Ir pra cima, como fala um amigo meu.
          Ficar em silêncio. Fazer de conta que o problema não existe. Falar de outra coisa. Ficar vendo novela. Construir estádios. Patrocinar jogos de futebol. Viajar. Discutir o casamento homossexual. Tirar o Marcos Feliciano da comissão. Tudo isso, pode até ter a sua importância mas, não vai resolver o problema da violência que a cada dia deixa famílias destruídas pela perda de filhos, pais desesperados, mães querendo morrer, crianças órfãs e a população, em geral, revoltada. O que gera mais violência. Não me venham dizer que é difícil, porque eu já sei que é difícil. Mas os senhores sabiam que iam enfrentar este problema quando candidataram-se para o cargo que ora ocupam.                   

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