Quando eu dei por mim
A máquina estava fechada.
Não descobri os segredos
Não anotei as passagens
Não fotografei os mapas.
O sol ainda era o mesmo
Os caminhos, ainda os mesmos,
Porém, eu já era outro.
E os que estavam comigo?
Agora, onde andariam?
Quem são, então, os estranhos
Que calam e passam por mim?
E afinal quem sou eu?
Quase ninguém me conhece.
Havia em mim uma cor
Que ficou, eu não sei onde.
Era essa cor perdida
Que iluminava as manhãs.
Depois que todas as perdas
Forem juntadas num canto
Ficará alguma coisa
A denunciar meu nome?
São muitas perdas meu Deus
Para um só peito de homem.
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