sábado, 12 de dezembro de 2015

COISAS INVISÍVEIS

Algumas coisas eu trago comigo e são visíveis
Basta fechar os olhos e vejo-as.
O sol se pondo atras das pedras
O céu vermelho, o cheiro do mangue...

Mas também carrego coisas invisíveis.
E lamento não ter trazido as imagens
Guardadas em meu coração.

Meu pobre coração sente, convive, deseja
Porém, não consegue ver.
Como gostaria de ter trazido as imagens.

Imagino-as, porém não são reais.
As reais estão guardadas aqui dentro.
São partidas, encontros, despedidas
São pessoas, lugares, fantasias...

Enchem meu coração
Inundam a minha existência
E permanecem intactas, invioláveis, invisíveis.     
 

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