Quando sai à noite
Vagando sozinho
Não busca refúgio
Não busca perdão.
Que ver se encontra
Num canto qualquer
A resposta certa
A definitiva
A última mulher.
Quando volta tarde
Sem medo de escuro
Não quer repousar
Dormir e sonhar
Um sonho e acordar...
Quer um sono longo
Eterno, sem fim
Quer a mulher certa
A última por fim
Quando de manhã
Sai sem norte algum
Não busca motivo,
Trabalho, algo assim...
Quer a mulher certa
A que nunca falha
Mas já se demora
Com a foice certeira
Que é feita de amor.
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