Com os olhos vejo o mundo
O que vejo ninguém vê...
Mostro, indico, aponto, grito...
Desisto, ninguém vê.
Ocupo um pequeno espaço.
Um pedaço da cama, um lugar no sofá,
Um canto da mesa...
Aqui, acolá uma piada boba.
No mais, moro em mim mesmo.
Enquanto vivo morro, aos pouquinhos.
Sei pouca coisa da vida
Mas entendo muito de dúvidas...
Ando meio de lado.
Derrubo coisas por onde passo.
Porém, não esqueço minhas lembranças.
Algumas pessoas habitam meu mundo.
Andam comigo, falam comigo, vivem comigo...
E sem que saibam, salvam-me.
As coisas insignificantes como pedrinhas redondas,
Vidros secos, rosto de menino chorando, riso inesperado...
São algumas das alegrias.
As palavras preenchem os vazios
E a poesia dar sentido a tudo.
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