Ainda ontem eu visitei a casa onde nasci.
Vi o pé de ata, a janela que dava para o porto, as paredes azuis...
Vi o chão de cimento, a rede da Dedé na sala.
Ouvi a sua tosse e senti o cheio da morte.
De vez em quando eu visito a velha casa.
Descubro portas que nunca abri
Vejo parentes que já se foram...
É assim que descubro quem sou.
A velha casa não existe mais, na forma física,
Mas continua aqui comigo
E é para lá que eu vou quando não sei pra onde ir.
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