De que me serve a ciência
Se eu quero é não conhecer?
Busco a vida sem porquês.
Eu quero as coisas sem nomes
Apenas a forma mínima
O gesto sem explicação.
Quero a ausência de cores
Ou a não-noção de cores
O tempo sem divisões.
Um tempo único, compacto
Com tardes, manhãs e noites
Juntas no mesmo infinito.
Quero a vida necessária
Sem exageros, sem sobras
A vida economizada.
Compreender aniquila
A vida é jóia rara,
Não pode ser muita.
Quero a vida pouca, intensa
Não a morte, a vida, vida
Não eterna, a vida suficiente.
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