Na favela há sempre um córrego
Que nasce por traz das casas
E escorre entre os barracos.
Nele escorrem a alegria, a esperança, os sonhos...
Na favela, as culpas se misturam.
Os cheiros, as vozes, os desejos parecem um só.
Antes do nascer do sol,
O amor passeia, na favela.
Uma mãe beija o filho antes de sair,
Uma menininha levanta cedo e faz café para os irmãos,
Uma avó sai cedinho
E vai esmolar para os netos...
O amor é todo lembranças
O amor é todo saudades
Da favela onde o amor escorre
Como um córrego.
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