Antes eu pensava que tudo era eterno.
Por isso nem me dei conta de guardar certas coisas.
A minha janela na casa antiga
Os banhos na barragem
As conversas com minha mãe,
As brincadeiras na frente de casa, à luz da lua.
Quando hoje eu fico só,
Quando a poesia me abandona
Eu sinto uma falta destas coisas...
A minha primeira cartilha
Meus primeiros versos
A minha inconsciência.
O que me salva é a poesia.
Quando ela acontece,
Todas essas coisas
E muitas outras, que não ouso falar
Invadem novamente o meu coração.
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